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  Companheiros, O Sinttel estará divulgando nos próximos informativos, algumas propostas dos candidatos à Presidência da Republica.
  A diretoria do Sindicato entende que a cidadania tem que ser exercida plenamente e que a política e algo imprescindível na vida do trabalhador. É a política que decide os destino das nossas vidas, das nossas famílias, da educação, do emprego, da saúde, da justiça, enfim, da nossa dignidade e do direito de ser Cidadão em toda sua plenitude. Não podemos continuar ignorando que o Neoliberalismo, Globalização, ALCA, MERCUSUL, FMI, DIVIDA EXTERNA, nada tem haver com o nosso dia a dia com o desemprego, com privatização etc.
  O candidato fisiologista faz um discurso que tem tudo a ver com seus anseios e com suas necessidades básica, mas como você não fiscaliza seus atos durante os quatro anos, ele vota contra tudo que prometeu. Não podemos generalizar e achar que todos políticos são iguais, nem tampouco entrar no discurso, que vota no QUE ROUBA MAS FAZ, isso é um grande equívoco de Cidadania.
  Infelizmente a maioria dos políticos são oportunista e não tem nenhum compromisso com os trabalhadores, mas temos políticos sérios, com ideologia definida que as vezes pode até ser confundido com radicalismo mas nunca com corrupção e fisiologismo. Por isso vote consciente , não anule seu voto, não negocie seu voto, pois assim você não permite que os lacaios da política continue sendo reeleito e traindo-os.

O ANALFABETO POLÍTICO

"O pior analfabeto
é o analfabeto político.
Ele não ouve, não fala,
participa dos acontecimentos
políticos. Ele não sabe que o custo de
vida, o preço
do feijão, do peixe,
da farinha, do aluguel,
do sapato e do
remédio dependem
das decisões políticas.
O analfabeto político é tão
burro que se orgulha e
estufa o peito dizendo
que odeia política.
Não sabe o imbecil que,
de sua ignorância política,
nasce a prostituta, o menor
abandonado, o assaltante e
o pior de todos os bandidos,
que é o político vigarista, pilantra,
corrupto e lacaio das empresas
nacionais e multinacionais".

Berthold Brecht
Poeta alemão -1898/1956


Candidato a Presidência da República: Rui Costa
PCO: Partido da Causa Operaria
Número: 29;
Coligação: Não tem
Ocupação: servidor público federal
Escolaridade: Superior completo;
Site: www.pco.org.br

"Quem bate cartão não vota em patrão" e "trabalhador vota em trabalhador".
  O PCO, defende, nas eleições, a luta por um governo operário e camponês ou, dito de outra forma, um governo dos trabalhadores da cidade e do campo. Para o PCO, este não é o governo de uma só pessoa ou de um partido isolado das massas e apoiado nas instituições atuais do Estado (burocracia, parlamento, sistema judiciário), mas o governo coletivo da classe operária e das massas exploradas e oprimidas pelo capitalismo e pelo imperialismo. O PCO defende que somente a luta revolucionária da classe operária pode estabelecê-lo de maneira integral e sólida.
  Construir um partido operário revolucionário - Os capitalistas, a burguesia, têm os seus próprios partidos e dominam o Estado. Isso quer dizer que são uma classe politicamente organizada. Os trabalhadores precisam também de um partido para se constituir efetivamente em uma classe organizada politicamente e consciente do seu objetivo. Um verdadeiro partido operário somente pode ter um programa socialista e revolucionário e estar dominado não por políticos pequeno- burgueses e burgueses profissionais, mas pelos próprios trabalhadores.
  Governo - Operário e camponês ou governo dos trabalhadores da cidade e do campo. Governo coletivo da classe, sem políticos ou partidos patronais, baseado nas suas organizações de luta. É defendido nas eleições, mas deve ser conquistado através da mobilização revolucionária. É a questão central da propaganda eleitoral.
  Programa - O miolo do programa são as necessidades vitais e imediatas das massas, definidas concretamente como reivindicações: salário mínimo vital de R$ 1.500,00, redução da semana de trabalho sem redução dos salários para 35 horas; assentamento dos sem- terra etc. O PCO não apresenta um programa para administrar o Estado burguês, mas concebe o poder político como um grande sindicato que servirá para atender as reivindicações operárias contra os patrões. É um programa de reivindicações transitórias ligado indissoluvelmente à questão do governo dos trabalhadores.
   Alianças - Contra toda e qualquer aliança eleitoral com partidos burgueses ou políticos burgueses. Contra a política de conciliação de classes, expressa na política das chamadas frentes populares, uma traição aos interesses dos trabalhadores, as organizações operárias formularem um programa comum com organizações burguesas para criar um governo burguês.
  Frente entre operários, camponeses, assalariados médios etc. contra os capitalistas e o imperialismo.
  Partido - Construir o PCO como partido operário revolucionário amplo para organizar a classe operária independentemente da burguesia.


Candidato a Presidência da Republica: Zé Maria
PSTU: Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado
Número: 16;
Coligação: Não tem
Ocupação: sindicalista
Escolaridade: Ensino Médio
Site: www.pstu.org.br

  José Maria de Almeida começou no movimento operário na década de 70. Em 1977, como operário do ABC, Zé Maria foi preso distribuindo panfleto do 1º de maio, ficou 30 dias na cadeia, foi torturado e por sua libertação e de demais companheiros, eclodiram as primeiras passeatas contra a ditadura no Brasil. Libertado, torna-se um dos membros do comando de greve dos metalúrgicos do ABC.
  Em 1984, muda-se para Minas Gerais e torna-se dirigente do Sindicato dos Metalúrgicos de BH e Contagem e o fundador da Federação Democrática dos Metalúrgicos de Minas, filiada à CUT. Em 1992, a Convergência Socialista, tendência petista do qual faz parte, é expulso do PT. Em 1994, funda o PSTU e hoje é seu presidente.
  Faz parte do seu programa a ruptura com a ALCA e com o FMI e do não pagamento da dívida externa. Essa ruptura passa necessariamente por uma proposta revolucionária para toda a América Latina.
  Ensino público e gratuito - Hoje, cerca de 2,7 milhões de crianças, entre 7 e 14 anos, estão fora da escola, a maioria delas por falta de vagas em escolas próximas ao seu local de moradia, tornando impossível à ida a escola. Mais de 65% das crianças matriculadas na primeira série não concluem o ciclo fundamental.
  REESTATIZAÇÃO DAS EMPRESAS PRIVATIZADAS Os escândalos em torno da privatização da Vale do Rio Doce e da Telebrás ajudam a demonstrar as sujas negociatas que estiveram por trás desses negócios multimilionários e fraudulentos. O Estado investiu dinheiro público, isto é, nosso dinheiro, na rede elétrica, de telefones e telecomunicações em geral, e na construção de empresas petroquímicas e siderúrgicas. Agora o governo repassa todo esse patrimônio riquíssimo, praticamente de graça, para empresários privados.
  Essas medidas causaram enormes prejuízos aos trabalha-dores, como as demissões e a super exploração, e aos consumidores, aumentando tarifas e rebaixando a qualidade dos serviços. O PSTU defende o fim do privilégio dos dirigentes das estatais e o controle dos trabalhadores sobre as empresas reestatizadas.
  TRABALHADORES DA CIDADE E DO CAMPO PARA ENFRENTAR A CRISE - O desemprego é o drama de praticamente todas as famílias trabalhadoras e dos jovens no país. Todas as famílias têm alguém desempregado, quando não são todos que estão nesta situação. O índice de desemprego está em torno de 20% dos trabalhadores nas grandes cidades, chegando a 27% em Salvador. No total, em todo o país, temos cerca de 13 milhões de desempregados.
  O plano de obras públicas, a redução da jornada para 36 horas, a estabilidade no emprego e a reforma agrária ampla e radical, possibilitam dar emprego para os 13 milhões de desempregados deste País.


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